sábado, 19 de setembro de 2020

ALTO SANTO DE LUTO: PARTIU PARA A ETERNIDADE "SEU DEDÉ MECIER" .

NOTA DE PESAR.

Externamos as mais sinceras condolências à família do Sr. José Leão Lima, conhecido por todos como SEU DEDÉ MECIER, neste momento de dolorosa partida.

O mesmo deixa uma história de 81 anos dedicados ao trabalho digno e ao desenvolvimento do setor ceramista.

Que o supremo criador o receba no infinito da eternidade.

Alto Santo, 19 de setembro de 2020.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

SAAE DE LIMOEIRO DO NORTE CORRE CONTRA O TEMPO PARA CONSERTAR TUBULAÇÃO DANIFICADA QUE ABASTECE O BIXOPÁ E REGIÃO.

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 18/09, que a autarquia muncipal trabalha em ritmo frenético a fim de reestabelecer o fornecimento de água para o Distrito do Bixopá e adjacências.

Após o incidente da quebra acidental da tubulação, o SAAE está tomando todas as providências para normalizar o abastecimento e minimizar os transtornos.

Desde já, a superintendência pede a compreensão da coletividade e reafirma o compromisso do máximo empenho para resolução do problema.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A RUSSAS ABANDONADA, A FLORES ESQUECIDA.

A política russana vive a quase um quarto de século no marasmo da alternância entre os "Raimundos" (Weber e Cordeiro); mas disso, o povo já sabe, embora diante da urna, pareça esquecer

Contudo, após a sagração da "santa aliança" ente os até então adversários ferrenhos, uma repetitiva e inquietante pergunta vem à tona: por que Flores, na prática, continua sendo tratada com relutância e apenas consolada com investimentos esporádicos ao longo dos últimos 24 anos?

Para responder essa indagação, usemos a perspectiva factual temperada com mais uma pergunta retórica: qual a vantagem de sucatear um bem imóvel público, relegando-o ao abandono, para no inverso da lógica, gastar uma segunda vez com a locação de imóvel privado?

Nesse viés, seguem alguns casos concretos da Flores encoberta pelo véu do silêncio e condenada à parcimônia da negligência.

1. Quadra do Miguel Pereira.
Visivelmente em condições que beiram a interdição, o equipamento de inclusão persiste em algum lugar entre a ruína e a inércia.
Tomada pelo mato, e com sua estrutura física nitidamente comprometida, a outrora arena poliesportiva, hoje é motivo de vergonha para a classe dirigente russana.

2. Antigo posto de saúde da rua principal.
Contrastando com a moderna (e muito recente) drenagem, a sucateada estrutura da unidade, além de ociosa, mesmo numa localização valorizada e privilegiada, serve hoje mais como mero ponto de referência e local para coleta de lixo doméstico.
3. USI.
Talvez o maior dos dissabores do Florense, a unidade de segurança integrada fechada e sem utilidade alguma, materializa um retrocesso no desenvolvimento e uma perda elevada na qualidade de vida para o habitante do distrito; sem falar no desperdício acentuado de recursos públicos.
4. Centro de inclusão digital.
Ironicamente, em pleno império das redes sociais e das mídias digitais, Flores se depara com o seu espaço único e exclusivamente criado para esse fim, (por alguma razão desconhecida) fechado.
De certa forma, mesmo ainda em boas condições, a estrutura já começa a sentir os sinais implacáveis do tempo e do esquecimento.
Então, cidadão russano, em especial você, da "terra de gente feliz" e adjacências, quando um político propor um investimento na infraestrutura, aceite e cobre, mas questione também o que será feito dos equipamentos públicos já existentes; afinal, como se pode expandir, sem manter aquilo que já existe?

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

"É um, é dois; é três, é um; é dois, é três; é um, é dois."



Assim como diz a letra da canção animada pela voz inconfundível da "rainha do forró", a terra do menino deus vê a sua até então pujante triarquia descambar para um sistema bipolar confuso e aparentemente de frágil constituição.



O anúncio público e oficial da chapa de coalizão entre o empresário e o ex-prefeito não surpreendeu a ninguém, contudo, tal  eixo requer uma análise mais profunda e minuciosa.



1. O empresário está inseguro, pois se não estivesse, iria sozinho para o pleito.
O fechamento da parceria é a prova definitiva de que o "galpão das fábricas" necessitava de algo que faltava no feirão do Brás.

2. O ex-prefeito está fragilizado financeiramente e necessita de acesso político junto ao governo federal.
Após a venda de duas emissoras de rádio (uma em Tabuleiro e outra em Morada Nova, respectivamente), a derrocada do camarão e a queda do Senador de Lavras da Mangabeira, o patriarca da Fazenda Floresta se viu obrigado pela necessidade a buscar o esplendor das confecções, sem falar, da proximidade e boa relação que o empresário tem com lideranças bem próximas ao mandatário da nação.

3. O empresário precisa de alguém com trânsito livre no Governo do Estado.
Como tudo na vida, a política tem seus "freios e contrapesos". E mesmo com seu "toque de Midas", o empresario não conhece ainda os corredores estreitos do Abolição; necessitando, por sua vez, das amizades do ex-prefeito, tais como a do decano da fazenda estadual, que além de ter mandato na Câmara dos Deputados, detém total confiança do clã de Sobral e do governador.

4. Não necessariamente a junção das partes será igual ao todo. Tanto do lado do empresário, quanto do ex-prefeito, haverá deserção e voto de protesto bilateral.
Como não é uma ciência exata, e sim social, a política tem suas miragens e anomalias estatísticas próprias: nela, a ordem das parcelas altera a soma, sim.
Logo, como a militância "puro sangue", de ambos os lados, vai interpretar a perda de espaço político com a chegada dos novos aliados?

5. Se o empresário pregava *renovação*, esse argumento não vale mais. A questão agora é: qual o tamanho da fatia do grupo do ex-prefeito no projeto de poder?
Afinal, que renovação é essa que busca aliança com um gestor adepto de práticas políticas ortodoxas e que contabilizou 12 anos no paço municipal? pergunta retórica.

6. Com esse arranjo, naturalmente, muitos dos "excluídos" por ambos os lados virão em busca de asilo no grupo da gestão. Aí resta saber: como a situação vai administrar a conversão de "cristãos novos"?
Afinal, nada é mais perigoso que a mulher traída e o aliado desprezado.

7. Agora, as atenções se voltam para a escolha do pré-candidato a vice da advogada; lembrando, que na política e no xadrez, quase sempre quem se precipita, perde.
A atual gestora, subestimada e tratada como "patinho feio" em 2016, "virou um belo cisne" e alçou vôos altíssimos em 2018 (para estadual e federal, respectivamente), além de alavancar verbas e obras que calaram diversos adversários pelo vulto e complexidade.

8. Pecunia non olet, já disse Vespasiano.
E a máxima do direito tributário pode também ser aplicada na esfera política?
Fica a indagação quanto à resistência da provável chapa perante possíveis ações judiciais no âmbito do abuso do poder econômico; afinal, Juno Moneta é deusa caprichosa e vingativa!

Todavia, enquanto aguardamos o gran finale, acompanhemos os "alegrettos".